
Olá Pessoal, resolvi colocar uma crônica que escrevi para a Revista Plenário sobre o trânsito de Fortaleza. Como algumas pessoas não possuem acesso à Revista, então decidi colocar aqui para que vocês possam se deleitar com o que escrevi. Qualquer semelhança com alguma situação que você tenha passado, não é mera coincidência...
A Fortaleza e seus contrastes
Sem chuva, porém em horário de “pico” a viagem pela REVISTA PLENÁRIO começa por volta seis horas e encerra às nove da manhã do dia 8 de junho de 2009 e retrata o mundo desigual em que vivemos.
Dizem que brasileiro é louco por carro. Uma frase clichê, mas que as revendedoras de veículos estão aí para comprovar, principalmente com a redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI). Porém, não podemos esquecer que somos loucos por ônibus, não por vontade própria, mas por livre e espontânea pressão. Este transporte é a salvação para os que não possuem carro, a dor de cabeça do passageiro apressado e uma das melhores desculpas para o eterno atrasadinho. Quando o trânsito é lento e a viagem que duraria em média 40minutos dura uma hora e meia? A REVISTA PLENÁRIO percorreu a cidade através da linha 051(Grande Circular 1) e observou o quanto uma viagem no transporte público da Capital revela um mundo repleto de contrastes.
Elegância e miséria se misturam nas diversas “Fortalezas” existentes em nossa capital. Logo quando saímos do terminal do Papicu, as avenidas dos Jangadeiros, Engenheiro Santana Júnior e César Cals mostram o cuidado com a Fortaleza Bela. Saindo do bairro Dunas e chegando à Avenida Vicente de Castro, podemos perceber claramente os mundos distantes que predominam no dia a dia de uma cidade dividida entre o luxo e a pobreza. O trajeto percorrido é repleto de opostos. Pistas duplas em perfeito estado, boa sinalização e canteiros centrais vistos em torno do terminal do Papicu está contrário ao que foi visto a caminho dos terminais Antônio Bezerra, Siqueira e Messejana. Com asfalto em péssimas condições, buracos que parecem uma cratera, e total falta de sinalização.
Uma coisa é certa: o povo quer ruas e avenidas largas e bem arborizadas, canteiros a sua volta, praias limpas e lagoas preservadas, passarelas para caminhadas, ciclovias, sair de casa pegar a condução e chegar a seu destino com conforto, segurança e pontualidade. Enquanto vivemos neste mundo de esperança, somos obrigados a conviver com os engarrafamentos sem fim, freadas bruscas nos coletivos, causados pelas crateras existente no asfalto, e muito lixo, não só resíduos de uma sociedade com problemas, mas de um lixo musical que é escutado pelos motoristas e que somos obrigados a ouvir até o fim do nosso destino.
Esta foi a minha crônica. O que realmente ocorre é que desde que foi realizada a publicação da mesma, nada mudou. Não sei como chegaremos 2014 com a realização da Copa em nosso País, e o que é pior, ainda Fortaleza ainda vai ser uma das sub-sedes.
Resta apenas esperar... esperar... e finalmente, esperar!